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O CARNAVAL CANTADO NO RIO (1932)
Produção: V.R. Castro Produtora
Produtor: Vital Ramos de Castro
Documentário de média-metragem — cenas reais do Carnaval no Rio.
Primeira aparição de Carmen Miranda no cinema como artista famosa.
Disponibilidade: Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada.
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A VOZ DO CARNAVAL (1933)
Produção: Cinédia
Direção — Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro
Produtor: Adhemar Gonzaga
Argumento: Joracy Camargo
Elenco: Carmen Miranda, Gina Cavaliere, Lu Marival, Regina Maura, Elsa Moreno,
Nana Figueiredo,Palitos, Lamartine Babo, Paulo Gonçalves, Apoio Corrêa, Henrique
Chaves e Jararaca e Ratinho.
Carmen Miranda canta estes números ao microfone da Rádio Mayrink Veiga: "E Bateu-se a Chapa" e "Moleque
Indigesto" e "Good-Bye".
Este semidocumentário, inspirado numa história de Joraci Camargo e estreado habilmente às vésperas do Carnaval, mostrava os desfiles do corso e as batalhas de confete com os ranchos e os cordões, registrado com som direto nas ruas do Rio. Essas sequências documentais eram intercaladas com cenas filmadas em estúdio, mostrando o célebre comediante Palitos, no papel do rei Momo. Uma sequência tomada no estúdio da Rádio Mayrink Veiga mostrava Carmen Miranda, então em sua segunda aparição cinematográfica. (Fernão Ramos em "História do Cinema Brasileiro" - Art Editora Ltda., 1987)
Estreou no Cine Odeon (Rio) a 6 de março de 1933.
Disponibilidade: Notícias afirmam que a produtora Cinédia mantém o filme em fase de restauração.
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 | ESTUDANTES (1935)
Produção: Waldow-Cinédia
Direção: Wallace Downey
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga
Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Elenco: Carmen Miranda, Aurora Miranda, Sylvinha Mello, Carmen Silva, Dulce Wheyting, Mesquitinha, César Ladeira, Barbosa Júnior, Almirante, Jorge Murad, Mário Reis, Afonso Osório, Elio Pereira, "Bando da Lua", "Irmãos Tapajoz", Benedicto Lacerda e seu Conjunto Regional e Orquestra de Simon Bountman.
Carmen Miranda cantou "E Bateu-se a Chapa" e "Sonho de Papel".Carmen Miranda, em seu papel, o único aliás de seus filmes brasileiros, "é a pequena do rádio, toda "sex-appeal" Mimi, que se deixa enamorar pelos estudantes apaixonados pelos seus encantos e pelas canções que a "pequena formidável" interpreta com toda a sua brejeirice. Mesquitinha e Barbosa Júnior são os seus apaixonados... E carmen, que gosta do estudante Mário Reis, não quer desiludir os dois, proporcionando-lhes momentos de alegria e... comédia. As declarações de ambos são gozadissimas! Já vimos o filme e podemos dizer que o Cinema Brasileiro nunca apresentou outro tão engraçado... a nova produção de Wallace Downey está destinada a bater outro "record". (CINEARTE, 15-6-1935)
Estreou no Cine Alhambra (Rio) a 8 de julho de 1935.
Disponibilidade: Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada.
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ALÔ, ALÔ, BRASIL (1935)
Produção: Waldow-Cinédia
Direção: Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Elenco: Carmen Miranda, Aurora Miranda, Dircinha Batista, Cordélia Ferreira, Elisa Coelho, César Ladeira, Francisco Alves, Barbosa Junior, Mário Reis, Jorge Murad, Custódio Mesquita, Almirante, Mesquitinha, Ary Barroso, Manoelino Teixeira, Arnaldo Pescuma, Manoel Monteiro, Afonso Stuart, "Bando da Lua", "Os 4 Diabos", Orquestra Simon Bountman.
Carmen Miranda cantou "Primavera no Rio", último número do filme, privilégio concedido, comumente, ao maior nome do elenco (ver foto).
Dentre os vários números musicais, destacavam-se a marcha Rasguei a Minha Fantasia (de Lamartine Babo), interpretada por Mário Reis, o samba Foi Ela (de Ary Barroso), na voz de Francisco Alves, e, assunto sempre presente na maioria dos filmes musicais brasileiros, uma apologia do Rio de Janeiro na voz de Aurora Miranda, interpretando a marcha Cidade Maravilhosa (de André Filho). (Fernão Ramos em "História do Cinema Brasileiro - Art Editora Ltda., 1987")
Estreou no Cine Alhambra (Rio) a 4 de fevereiro de 1936.
Disponibilidade: Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada.
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ALÔ, ALÔ, CARNAVAL (1936)
Produção: Waldow — Cinédia
Direção: Adhemar Gonzaga
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Elenco: Carmen Miranda, Aurora Miranda, Heloisa Helena, Alzirinha Camargo, Dulce Wheyting, Dircinha Batista, Lelita Rosa, Francisco Alves, Mário Reis, Jayme Costa, Luiz Barbosa, Pinto Filho, Oscario, Almirante, Muraro, Hervé Cordovil, Pery Ribas, Joel e Gaúcho, Irmãs "Bando da Lua", "Os 4 Diabos", Orquestra de Simon Bountman, Benedicto Lacerda e seu Conjuncto Regional.
Carmen Miranda canta "Querido Adão" e "Cantores de Rádio" (com Aurora Miranda).

"Querido Adão"
"Molha o Pano" (Aurora Miranda)
Nesse filme, Carmen define a persona com a qual seu nome se identificaria para sempre no cinema, ou seja, a mulher de olhos vivos e espertos, jeito matreiro e ao mesmo tempo debochado e sensual, cantando com um sorriso nos lábios e com timbre expressivo, sempre consciente da importância do figurino, rebolando no solo Querido Adão. Quase obrigando a câmera a seguir seus movimentos, ao contrário dos esperados números musicais estáticos, Carmen cria uma expressão visual dinâmica para as letras dessa marcha e o filme ganha seus momentos altos na combinação da cantora com a ironia de frases como "Adão, meu querido Adão/ Todo mundo sabe que perdeste o juízo/ Por causa da serpente tentadora/ O nosso mestre te expulsou do paraíso...". Carmen Miranda era uma estrela consagrada e, por menores que fossem seus papéis nos filmes brasileiros (e, posteriormente, nos estrangeiros), teve presença marcante em todos eles. (Fernão Ramos em "História do Cinema Brasileiro" - Art Editora Ltda, 1987)
Estreou no Cine Alhambra (Rio) a 20 de janeiro de 1936.
Extra: "Alô Alô Carnaval" reestréia em 2002 em grande estilo no Rio em cópia restaurada (ver matéria do Jornal O Estado de S.Paulo)
Disponibilidade: A cópia totalmente restaurada está disponível apenas para exibição privada.
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 | BANANA DA TERRA (1938)
Produção — Sonofilmes
Direção: João de Barro
Supervisão: Wallace Downey
Supervisão e Produção: Wallace Downey
Argumento: João de Barro e Mário Lago
Elenco: Carmen Miranda, Aurora Miranda, Dircinha Batista, Linda Batista, Emilinha Borba, Neyde Martins, Almirante, Oscarito, Orlando Silva, Aloysio de Oliveira, Jorge Murad, Carlos Galhardo, Lauro Borges, Castro Barbosa, Mário Silva, Paulo Netto, Alvarenga e Bentinho, "Bando da Lua", Orquestra Napoleão Tavares, Orquestra Romeu Silva e artistas do Cassino da Urca.
Carmen Miranda canta "Pirolito" com Almirante (ver foto) e "O Que É Que A Baiana Tem" (ouvir música).

"O Que É Que A Baiana Tem"
O argumento desenrolava-se em meio à sofisticação dos cassinos cariocas e do rádio, possibilitando assim a inserção de números musicais que também se tornaram clássicos, como, por exemplo, A Jardineira (de Benedicto Lacerda e Humberto Porto), na voz de Orlando Silva; Tirolesa (de Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa), com Dircinha Batista; Sei Que É Covardia (de Claudionor Cruz e Ataulfo Alves), com Carlos Galhardo. (Fernão Ramos em "História do Cinema Brasileiro" - Art Editora Ltda., 1987)
Estreou no Cine Metro-Passeio (Rio) a 10 de fevereiro de 1939.
Disponibilidade: Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada. Apenas o número em que Carmen canta "O que é que a baiana tem?" sobreviveu.
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LARANJA DA CHINA (1939)
Produção — Sonofilmes S/A
Direção, argumento e roteiro: Ruy Costa
Produtores: Wallace Downey e Alberto Byinton
Música: Ary Barroso, Benedito Lacerda, Dorival Caymmi, João de Barro, e outros
Elenco: César Ladeira, Benedito Lacerda, Dircinha Batista, Joel e Gaúcho.
Doutor Flores, um cidadão conservador e sua esposa, são sócios da Liga Contra a Malandragem e proibem a filha Camélia de namorar um sambista e boêmio. Paralelamente, um garoto rouba cobaias inoculadas com o vírus do samba, elaboradas pelo Doutor Salsish e as vende ao Doutor Flores, que acaba contaminado pelo famoso ritmo brasileiro.
Foi feita neste filme a inclusão do mesmo número de Carmen do filme anterior em que ela canta "O Que É Que A Baiana Tem" (ouvir música). Homenagem prestada à ela pela direção e produção do filme.

"O Que É Que A Baiana Tem"
O samba "Cai, cai", de Roberto Martins e gravado por Joel e Gaúcho, fez parte da trilha sonora do filme (ouvir música). Mas só foi gravado por Carmen Miranda para o filme "Uma Noite no Rio" (That Night in Rio) dirigido por Irving Cummings em 1941 nos Estados Unidos.
Estreou no Cine São Luís (Rio), em janeiro de 1940.
Disponibilidade: Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada. Apenas o número em que Carmen canta "O que é que a baiana tem" sobreviveu.
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