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Foi cantor e violonista brasileiro E um dos pioneiros da gravação no Brasil, iniciando carreira na década de 1920 nas companhias Odeon, Parlophon, Columbia e Victor.
Nasceu na Praça 11 e não conheceu o pai nem a mãe. De 1910 a 1915, acompanhava-se ao violão, fazendo serenatas na Vila Isabel e na Praça 11.
Com o aparecimento do rádio, foi um dos pioneiros participando como cantor inicialmente na Rádio Clube do Brasil, passando para a Guanabara, Cajuti, Sociedade, Mayrink Veiga e outras. Somou quase trinta anos prestando serviços em emissoras de rádio.
Gravou diversos discos, interpretando valsas, modinhas, lundus, sambas, etc.
Trabalhou com Pixinguinha, Donga e os Oito Batutas, e nas décadas de 1920 e 1930 emplacou vários sucessos: "Casinha Pequenina", "Trepa no Coqueiro" (Ari Kerner), "Gavião Calçudo" (Pixinguinha), "Xoxô" (Luperce Miranda), "Cabide de Molambo" (João da Baiana), "Sete Horas da Manhã" (Ciro de Souza). Um de seus sucessos, "Não tenho lágrimas", está na trilha sonora do clássico filme "Touro Indomável", de Martin Scorsese e com Robert de Niro no papel principal.
Teve atuação destacada como professor de violão e canto. Algumas de suas alunas foram Aurora Miranda, Linda Batista e as irmãs Danuza e Nara Leão, além da atriz Maria Lúcia Dahl.
Maiores sucessos
Diabo sem rabo (Milton de Oliveira e Haroldo Lobo), 1938
Gavião Calçudo (Pixinguinha e Cícero de Almeida), 1929
Não tenho lágrimas (Mílton de Oliveira e Max Bulhões), 1937
No tronco da amendoeira (Mílton de Oliveira), 1939
Perdi minha mascote (João da Baiana), em dueto com Carmen Miranda, 1933
Sabor do samba (Kid Pepe e Germano Augusto) 1934
Samba de fato (Pixinguinha e Cícero de Almeida) 1932
Sete horas da manhã (Ciro de Sousa) 1941
Xo-xo (Luperce Miranda) em dueto com Francisco Alves, 1930
Fonte: Wikipedia