Carmen Miranda em

NOSSO AMÔ VEIO D'UM SONHO
[Samba
De Ary Barroso,
Acompanhamento de American Jazz
Gravado em março de 1932
Disco Victor 33537-A Matriz 65.404
Lançamento: Março 1932]

Nosso amô, que nasceu dentro de um sonho
de uma noite sertaneja, festejando Santo Antônio
Terminou quand'ocê veio de lá,
c'as bestera da cidade
me largando ao Deus dará...

(Estribilho)
Oh! meu amô, minha vida oh! criatura
Já não posso suportá esta dor que me tortura
Oh! meu amô, minha vida oh! criatura
Já não posso suportá esta dor que me tortura

Todo dia quando o sol vai mergulhando
e a lua despontando por detrás da serrania
desolada passo os olhos na estrada
procurando na amplidão
se vem lá meu coração...

(Estribilho)



Comentários de Abel Cardoso Junior:

Se a primeira gravação de Ary Barroso foi o samba "Vou à Penha", com Mário Reis (Odeon, 10298-A, 1928), sua primeira composição foi "De Longe", feita em sua cidade natal de Ubá, quando tinha uns 15 anos de idade, por volta de 1918.
"De Longe", cujo gênero às vezes é valsa, outras cateretê ou samba, com o nome de "Teus Òio", e como canção brasileira, foi gravada em 1929 por Gastão Formenti (Parlophon, 13.076-A). Em 1932, com o nome já mudado para "Nosso Amô Veio d'um Sonho", chegou a vez de Carmen gravá-la com outra letra.
Ary devia ter um fraco por essa música, com letras enaltecendo a vida da roça e alertando contra os perigos da cidade grande.