Carmen Miranda em

POLICHINELO
[Chôro
De Gadé e Almanyr Grego
Acompanhamento da Turma da Odeon
Gravado em 19 de maio de 1936
Disco Odeon 11386-B Matriz 5.359]


Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Da minha vida oh! Polichinelo
Ai, ai, ai, és o lenitivo
Das minhas dores oh! Polichinelo
Ui, ui, ui, és o lenitivo

Quando eu pressinto me fugir a calma
procuro em ti a distração da alma
Porque tu tens na tua fantasia
as lindas cores das palavras que ele me dizia.

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais




Comentário de Abel Cardoso Junior:

Carmen deveria ter cantado: "Dos meus segredos oh! Polichinelo/ És o arquivo das minha dores/ Das minhas dores oh! Polichinelo és o lenitivo." Confundiu-se na gravação.