Carmen Miranda em

BAMBALÊ
[Embolada de Brant Horta
Com Bando da Lua
Gravada em 5 de janeiro de 1941 (Los Angeles)
Disco 23.210 Matriz DLA.2.345]

E óia a volta do bambalelê, bambalê
E óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

E eu vi um papo em papa pano papadela
E outro papo empapuçado de uma papa de fubá
E o papo pipo a papa papa amarela
Num papo de papo em papo que papou lá no Amapá

E óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

E quando eu disse ao papa que papipava
Meu papá teve um desmaio porque o papa era papão
E eu fiquei foi com um papo numa estapa
Quando escuto o papagaio lhe dizer papa pagão

E óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

E eu não foi quis mais saber de ver um papo
Que de papa numa pipa na papada se papou
E é por isso que meus olhos logo tapam
Quando eu vejo o tico-tico a papapá e o papavô

E óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

E óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

Eu vi um papo em papa pano papadela
E outro papo empapuçado de uma papa de fubá
E o papo pipo a papa papa amarela
Num papo de papo em papo que papou lá no Amapá

E quando eu disse ao papa que empapipava
Meu papá teve um desmaio porque o papa era papão
E eu fiquei foi com um papo numa estapa
Quando escuto o papagaio lhe dizer papa pagão

E eu não quis foi mais saber de ver um papo
Que de papa numa pipa na papada se papou
E é por isso que meus olhos logo tapam
Quando eu vejo um tico-tico a ticopá e o papavô

E que se cubra o paputo de uma tapa
Que se atreve na garupa do capeta capataz
Pra que ninguém possa ver o papo pipa
Pipa pupo papa popo papapô sambar em paz

E óia a volta do bambalelê, bambalê
E óia a volta do lelê bambá

(Bando da Lua) Óia a volta do bambalelê, bambalê
Óia a volta do lelê bambá

E óia a volta do lelê bambá!

E óia a volta do lelê bambá

E óia a volta do lelê bambá!




O estribilho é do folclore. Em 1928, Stefana de Macedo gravou "Bambalelê" pela Columbia como samba-choro, num seu arranjo.
Em 1930, Helena de Magalhães Castro gravou pela Victor a "Volta do Bambalelê", como côco, também seu arranjo. Em todos os casos, somente o estribilho é o mesmo.
(Abel Cardoso Junior)

Carmen domina o ritmo da música com a letra complicada do começo ao fim sem tropeçar. Lembrando que na época não era possível se dar ao luxo de repetir a gravação várias vezes em caso de erro do cantor ou da orquestra. (D.S.)