Carmen Miranda em

ETC...
[Samba
De Assis Valante
Acompanhamento dos Diabos do Céo
Gravado em 29 de novembro de 1932
Disco Victor 33604-B Matriz 65.606]

(Estribilho)
Bahia, que é terra do meu samba
Quem nasce na Bahia é bamba, é bamba
Bahia, terra do poeta
Terra do doutor e "etecetra"
Bahia, que é terra do meu samba
Quem nasce na Bahia é bamba, é bamba
Bahia, terra do poeta
Terra do doutor e "etecetra"

Eu tenho também o meu valor (ora se tenho)
E vivo com muita alegria
O Samba é o meu avô,
Macumba é a minha tia (breque)
Sou prima do grande Violão
Sou bamba no batuque e no pandeiro
Meu pai é o homem das moambas
O grande e conhecido Candomblé (Bahia)

(Estribilho)

Eu gosto muito da Viola
A moça feita só de pinho
Parenta do grande interventor
O bamba e respeitado Cavaquinho (breque)
O delegado Tamborim, com jeito e com diplomacia
Na batucada diz assim:
Que o Samba também tem delegacia (Bahia)

(Estribilho)

CM (fala): Entra linha de frente, ôpa!

CM (fala): Encerra, gente!



Comentário de Abel Cardoso Junior:

Gravação histórica. Trata-se da estréia em gravações do conjunto de Pixinguinha,"Diabos do Céu", com elementos do "Grupo da Guarda Velha". Os "Diabos do Céu" seriam, por mais alguns anos, em centenas de gravações, o grande, autêntico e insuperado conjunto do gênero popular. "Etc..." também teve o subtítulo de "Bahia, Terra do Meu Samba".

Nas gravações dessa época, o tempo da música - 3 minutos em média - era preocupação dos músicos, orquestradores, técnicos e cantores, que tinham que dosar a duração da música e a velocidade do ritmo, para que coubesse na face do disco, nem mais nem muito menos. O intérprete ficava de olho num dispositivo que anunciava a passagem dos minutos. Em "Etc.." entendo que Carmen, aflita, avisa aos "Diabos do Céu", distraídos talvez pelo entusiasmo da batucada, que está na hora de parar: "Encerra gente!"