CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL PROMOVE A EXCURSÃO DO SHOW "ALÔ... ALÔ? CARMEN MIRANDA"

SÃO PAULO -
Dia 30/06 - Beatriz Faria e Marcos Sacramento, "Brazilian bombshell".


A Carmen americana, com bananas na cabeça. Gravações (ou regravações) de repertório brasileiro, registros de canções americanas. Destaque para "The lady with the tutti-frutti hat", defendida garbosamente pelo nosso Sacramento, que vai cantar também a parte da letra que não entrou no filme "The gang's all here".

Beatriz Faria canta:
Aquarela do Brasil
Marchinha do grande galo
Chica chica boom chic
Chattanooga choo choo
I, yi, yi, yi, yi

Marcos Sacramento canta:
Diz que tem
South american way
Bambu bambu
Touradas em Madri
The lady in the tutti-frutti hat

Os dois cantam:
Cai, cai
Boneca de piche

"Ao ouvir Carmen Miranda pela primeira vez, em discos ou no rádio, por volta de 1930 ou 31, qualquer brasileirinho comum, do Rio, de Minas Gerais, da Bahia e de toda parte, poderia dizer: "Sim, é isso mesmo. É assim que nós somos" -- tal a identificação que sentiria, pela primeira vez, com uma cantora brasileira. Até então, essa identificação não era possível -- nossas cantoras populares (das poucas que se podiam ouvir) tinham uma impostação lírica, operística, excessivamente educada. Carmen era a primeira a entrar com a bossa, a malícia, a picardia e, ao mesmo tempo, a naturalidade da fala das ruas. E de que ruas? Das ruas da Lapa, o bairro boêmio carioca, o mais cosmopolita do Brasil de então.

Nesse sentido, podia-se ouvir Carmen quase como se ela fosse uma cronista de seu tempo. Sambas como "Uva de caminhão", "Cachorro vira-lata", "Camisa listada", "Na Baixa do Sapateiro", "Samba rasgado" e "Como 'vais' você" são crônicas de costumes, contam a história de um povo, resumem toda uma época e um espírito. Mas a autoridade de Carmen para cantar sobre qualquer assunto era tal que, nas suas gravações na primeira pessoa, o personagem de quem ela falava só podia ser ela: "O tic-tac do meu coração", "Cantoras do rádio", "Eu dei...", "Adeus, batucada" e a própria "O que é que a baiana tem?". Era o que as pessoas acreditavam. E quer saber de uma coisa? Essa autobiografia também era verdade.

Nada de mais nisso -- Carmen nunca cantou uma nota falsa em toda a sua vida."-- RUY CASTRO

SERVIÇO:
Quando: Terça - 30 de Junho de 2009 às 13:00h e 19:30h
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
          Rua Álvares Penteado, 112
          Centro - São Paulo SP
Entrada: R$ 6,00
Maiores informações:
(11) 3242-5122
Site: bb.com.br/cultura