CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL PROMOVE A EXCURSÃO DO SHOW "ALÔ... ALÔ? CARMEN MIRANDA"

RIO DE JANEIRO -
Dia 02/06 - Rita Ribeiro e Eduardo Dussek, "O que é que a baiana tem?".


É a Carmen brasileira, com repertório de sucesso. Destaque para Ary, Assis Valente e Caymmi (e as baianas!).

Rita Ribeiro canta:
O tic-tac do meu coração -- Alcyr Pires Vermelho
A preta do acarajé -- Dorival Caymmi
Uva de caminhão -- Assis Valente
Cantoras do rádio -- João de Barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo
Eu dei... -- Ary Barroso

Eduardo Dussek canta:
Cachorro vira-lata -- ALberto Ribeiro
Camisa listada -- Assis Valente
Adeus, batucada -- Assis Valente
Na Baixa do Sapateiro -- Ary Barroso
Samba rasgado -- Portelo Juno e J. Pereira

Os dois cantam:
O que é que a baiana tem? -- Dorival Caymmi
Como "vais" você? -- Ary Barroso

"Ao ouvir Carmen Miranda pela primeira vez, em discos ou no rádio, por volta de 1930 ou 31, qualquer brasileirinho comum, do Rio, de Minas Gerais, da Bahia e de toda parte, poderia dizer: "Sim, é isso mesmo. É assim que nós somos" -- tal a identificação que sentiria, pela primeira vez, com uma cantora brasileira. Até então, essa identificação não era possível -- nossas cantoras populares (das poucas que se podiam ouvir) tinham uma impostação lírica, operística, excessivamente educada. Carmen era a primeira a entrar com a bossa, a malícia, a picardia e, ao mesmo tempo, a naturalidade da fala das ruas. E de que ruas? Das ruas da Lapa, o bairro boêmio carioca, o mais cosmopolita do Brasil de então.

Nesse sentido, podia-se ouvir Carmen quase como se ela fosse uma cronista de seu tempo. Sambas como "Uva de caminhão", "Cachorro vira-lata", "Camisa listada", "Na Baixa do Sapateiro", "Samba rasgado" e "Como 'vais' você" são crônicas de costumes, contam a história de um povo, resumem toda uma época e um espírito. Mas a autoridade de Carmen para cantar sobre qualquer assunto era tal que, nas suas gravações na primeira pessoa, o personagem de quem ela falava só podia ser ela: "O tic-tac do meu coração", "Cantoras do rádio", "Eu dei...", "Adeus, batucada" e a própria "O que é que a baiana tem?". Era o que as pessoas acreditavam. E quer saber de uma coisa? Essa autobiografia também era verdade.

Nada de mais nisso -- Carmen nunca cantou uma nota falsa em toda a sua vida."-- RUY CASTRO

SERVIÇO:
Quando: Terça - 2 de Junho de 2009 às 12:30h e 18:30h
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
          Rua Primeiro de Março, 66
          Centro Rio de Janeiro RJ - CEP 20010-000
Entrada: R$ 6,00
Maiores informações:
(21) 3808-2020
Site: bb.com.br/cultura